Na imagem, o cartaz de 'Dark Horse', filme que narra a vida de Jair Bolsonaro; o ator Jim Caviezel interpreta o ex-presidente |
'Dark Horse' será lançado após as eleições, diz distribuidora

'Dark Horse' será lançado após as eleições, diz distribuidora

Diretor-geral da Europa Filmes afirma que seria "uma cagada" realizar a estreia durante a campanha eleitoral


O diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, disse que o lançamento do filme "Dark Horse", que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será depois das eleições de outubro. Segundo ele, seria "uma grande cagada" que a estreia fosse durante a campanha eleitoral. As declarações foram feitas ao blog da jornalista Malu Gaspar no jornal O Globo.

"Não tem data ainda. Com certeza não será antes de novembro, mas ainda será neste ano, independentemente de quem ganhar [as eleições]. Ninguém vai estar disputando nada, ninguém vai estar usando essa obra de arte como meio de divulgação política. Isso aconteceria se fosse lançado antes [do pleito]", declarou.

"Eu acho uma grande cagada isso [lançar durante a campanha]. Qualquer pessoa, de qualquer lado que esteja, vai achar imoral. O meu acordo com a produtora [a Go Up Entertainment] é que eu não lançaria antes das eleições", disse Feitosa.

Segundo o jornal, a Europa Filmes planeja um grande lançamento para o filme. "Dark Horse" deve estrear em pelo menos 650 salas e ter 99% de cópias dubladas espalhadas por todo o país.

Feitosa disse que trabalha com 3 possíveis cenários para o desempenho do filme. No 1º deles, o mais pessimista, "Dark Horse" seria visto por 800 mil espectadores.

No 2º cenário, visto por ele como o mais realista, o filme teria de 1,5 milhão a 2 milhões de espectadores. Na 3ª hipótese, a otimista, superaria os 2 milhões. Poucos filmes atingiram esse patamar -entre eles, "O Agente Secreto", que tinha a seu favor as premiações e 4 indicações ao Oscar.

Feitosa falou sobre a resistência de redes de cinema em exibir o filme por temerem a polarização e um eventual fracasso de bilheteria. "Vou ter de conversar com todos eles, não acho que eles estão 100% errados, é possível que tenha reações de tudo que é lado", declarou.

"Não é filme que vai ser indicado para o Oscar, não vai concorrer para indicação, mas tem esse selo hollywoodiano de qualidade", disse.

Segundo o diretor-geral, "Dark Horse" não é uma peça de propaganda bolsonarista.

"Quero que seja um filme humano, tem de ser sensível, emocionante. Ele não pode ter esse cunho político que possam dar", declarou.

"O filme conta uma história que poderia ser de qualquer outra pessoa, mas é um ex-presidente e acabou criando essa polêmica toda. Para mim, é um filme comum. Qualquer ação [judicial] que vier em cima do filme é de quem o fez, de quem criou. O meu trabalho é apenas distribuir", disse.

"Eu quero que o filme esteja bem longe de toda essa polêmica, que seja vendido como um filme humano, que seja emocionante. Se, depois de lançado, ele vai dar bônus para alguém politicamente, estou cagando", afirmou.

Ele declarou que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência deve ajudar o filme.

"Se o Flávio ganhar, eles vão entrar com tudo na campanha de promoção do filme, já que o filme vai ser lançado depois das eleições", afirmou.

Questionado se se considera bolsonarista, ele respondeu que não. Ele não informou em quem votou nas eleições de 2022, mas disse ter escolhido Bolsonaro em 2018 e Dilma Rousseff (PT) em 2014.

"Não sou bolsonarista, lancei o filme do Lula. Não sou partidário, juro por Deus. Não sei em quem vou votar", disse. "Nunca fui nem uma coisa nem outra, nem esquerda nem direita. Não gosto de comunismo. Todo mundo faz merda e não sou obrigado a concordar com um ou a discordar de outro", declarou.

Poder 360
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