Urna eletrônica (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE) |
O dinamismo da política e suas consequências

O dinamismo da política e suas consequências

Quem afirma que as eleições de 2026 - no Brasil e, particularmente, em São Paulo - já estão decididas ignora a essência da própria política


João Antonio da Silva Filho

Há algum tempo eu desejava abordar um tema que considero central para compreender o presente brasileiro: o dinamismo da política. Os acontecimentos mais recentes apenas aceleraram esse propósito. O escândalo do "bolsomaster", com áudios que sugerem cumplicidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro; o envolvimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com um banqueiro investigado; a aprovação, na Câmara dos Deputados, do fim da escala 6x1; e até mesmo as declarações e interferências do autocrata americano Donald Trump sobre assuntos internos do Brasil revelam como a política contemporânea é marcada pela velocidade, pela instabilidade e pela permanente disputa de narrativas.

Quem afirma que as eleições de 2026 - no Brasil e, particularmente, em São Paulo - já estão decididas ignora a essência da própria política. Em se tratando de disputa política, nada é estático, nada é permanente, tudo é movimento. Um deslize de um candidato, uma denúncia inesperada, uma narrativa que viraliza nas redes sociais ou até mesmo fatos ocultos do passado que emergem no momento oportuno podem alterar significativamente o curso de uma eleição.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

João Antonio da Silva Filho
Mestre em Filosofia do Direito, Doutor em Direito Público e conselheiro do Tribunal de Contas do município de São Paulo

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