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Ibovespa supera os 199 mil pontos pela 1ª vez de olho nas negociações no Oriente Médio

Ibovespa supera os 199 mil pontos pela 1ª vez de olho nas negociações no Oriente Médio

Por Anna Scabello

O Ibovespa (IBOV), o principal índice da bolsa brasileira, alcançou os 199.354,81 pontos, com alta de 0,68%, na máxima intradia, e batendo pela quinta sessão consecutiva o recorde nominal.

Na véspera (13), o IBOV alcançou os inéditos 198.173,39 pontos, com avanço de 0,43%.

O Ibovespa acompanha o exterior, com otimismo em relação às negociações de uma solução de paz mais duradoura entre Estados Unidos e Irã.

Delegações dos Estados Unidos e do Irã podem retomar as negociações no Paquistão para acabar com a guerra nesta semana, segundo a Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, também disse que o Irã quer fazer um acordo.

Nos EUA, os preços ao produtor dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em março, uma vez que o custo dos serviços permaneceu inalterado, mas a alta dos preços da energia devido à guerra com o Irã está alimentando as pressões inflacionárias.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, em inglês) subiu 0,5% em março, depois de um avanço revisado para baixo de 0,5% em fevereiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalhos do Departamento do Trabalho.

Por aqui, o volume de serviços no Brasil registrou alta pelo segundo mês seguido em fevereiro e está no patamar recorde da série histórica, mostrando que a demanda doméstica segue resiliente, embora tenha ficado abaixo do esperado.

Em fevereiro, o volume de serviçou avançou 0,1% na margem, resultado abaixo da mediana da Reuters, de alta de 0,5%.

Além disso, a pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial 2026 apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39,2% das intenções e votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 30,2% no primeiro turno. Em um segundo turno, o presidente venceria o senador por 44,9% a 40,2%.

Sobe e desce do Ibovespa

Em dia de máximas histórica, Vale (VALE3), considerada um dos pesos-pesados do Ibovespa, impulsiona os ganhos do índice com entrada de fluxo estrangeiro, na contramão do contrato futuro do minério de ferro para maio, que recuou 1,10%, cotado a US$ 103,50 a tonelada.

Por volta das 11h43 (horário de Brasília), Vale subia 0,87%, a R$ 88,12.

A Petrobras (PETR3;PETR4), por outro lado, tombava no mesmo horário, seguindo a perda de força do petróleo, que opera ao redor dos US$ 95.

Por volta de 11h49, PETR4 tombava 3,27%, a R$ 48,15, figurando como a terceira maior queda do principal índice da bolsa brasileira. A ação também era a mais negociada da B3 com 27,1 mil negócios e giro financeiro de R$ 902,1 milhões.

PETR3, papel ordinário da estatal, tinha perda de 3,89%, a R$ 52,82, liderando a ponta negativa do Ibovespa.

Já a ponta positiva era liderada por Braskem (BRKM5), que saltava 5,06%, a R$ 10,59. A situação da empresa, porém, está se deteriorando em termos de liquidez, com os níveis de caixa previstos para cair abaixo de US$ 1 bilhão até junho e cerca de US$ 100 milhões em juros a vencer em julho.

Na avaliação do Bradesco BBI, a solução é delicada, mas a disputa, com a Petrobras resistindo à reestruturação da dívida da Braskem antes que o IG4 assuma formalmente o controle, pode trazer algum alívio para as finanças da companhia.

E o dólar?

O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, no nível dos 97 pontos, com o alívio nas tensões no Oriente Médio, além dos dados econômicos dos EUA e domésticoss.

Por volta de 11h48 (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,39%, aos 97.980 pontos.

Por aqui, a valorização da moeda brasileira é apoiada também pela entrada de capital estrangeiro.

No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 4,9782 (-0,38%), próximo do menor nível em mais de dois anos.

Money Times
https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-intradia-14-4-26-apsa/